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A Outra Cena - Textos


“Na minha equipe todo mundo tem um CID” – por que a firma adoece tanto?
Recentemente escutei a frase acima de um colega líder de equipe do mundo corporativo. O cenário crescente de diagnósticos mentais não é exclusividade deste universo, mas apresenta nele características que são singulares e que se relacionam intimamente com trabalho. Mais do que fonte de renda, o trabalho é uma peça central na vida de cada indivíduo e pode cumprir diferentes papéis dentro da subjetividade de cada um. Entender um pouco por onde passa essa questão ajuda a elucida

Rafael Pavan
há 4 dias


Por que repetimos nossas escolhas? Acontece que algo nos escapa
A pessoa começa uma dieta, mas sempre para. Começa um projeto novo e logo desiste. Pula de relacionamento fracassado em relacionamento fracassado. Faz compras sem sentido com dinheiro que não tem. Retorna sempre para a mesma droga ou remédio. Desiste sempre das mesmas coisas, insiste com a mesma frequência em outras. Quer parar, mas não consegue. Que mudar, mas sente que não consegue de fato decidir o que quer na vida e que algo a arrasta de volta para o mesmo lugar. E repete

Rafael Pavan
4 de jun.


O que perdemos quando a IA pensa por nós? A celebração do gozo ignorante.
1. Agentes, agentes! Nos salve! Nos salve! Recentemente vi um video no Linkedin sobre agentes de IA que estão realizando atividades operacionais dentro da área de RH. E mais, além de realizar a operação, também indicam caminhos, oferecem soluções, sugerem melhorias. O humano precisa apenas decidir se vai acatar ou não o que a máquina sugere. Mágico. Revolucionário. Uma nova raça de servos para atender todas nossas demandas quando e como quisermos. O mundo corporativo nã

Rafael Pavan
15 de mai.


O Teatro é o lar da histeria.
Sim, o ator ou atriz que amam subir no palco, compartilham algo em comum com os histéricos: gostam de fazer cena. E mais: assim como não existe teatro sem plateia (teatro, em grego, é “o lugar onde se vê”), também não existe histeria sem o olhar do outro. Mas vamos lá, vamos por partes. Na psicanálise, uma das formas de se caracterizar a histeria é através de uma certa repulsa ou aversão ao gozo e ao prazer, oriundo de uma relação traumática. Em algum momento, o histérico exp

Rafael Pavan
16 de abr.


Por que algumas histórias nos fazem chorar — e outras nos fazem rir de nós mesmos?
1. Introdução O que significa dizer que algo é uma tragédia? Qual é a essência desse gênero que a milênios vem impactando civilizações e indivíduos? Porque, afinal de contas, nos conectamos tão profundamente com esse tipo de narrativa e quais elementos internos exatamente estão em jogo ao se assistir uma tragédia? Em que este gênero se diferencia da comédia? Como descrever o estado de espírito cômico? Neste breve artigo, pretendo analisar a descrição da tragédia e coméd

Rafael Pavan
10 de fev.


O Divã é um Palco? As 5 conexões invisíveis entre Psicanálise e Teatro.
Edward Hopper - Dois comediantes - 1966 Como ator e psicanalista, estou constantemente buscando paralelos e afinidades entre a arte de ser ator e o ofício de ser analista. As correlações são muitas, e quanto mais estudo e vivencio os dois universos, mas percebo que possuem semelhanças importantes. A presença do Teatro na psicanálise é notável. O nome deste blog, A Outra Cena, por exemplo, é referência ao primeiro termo utilizado por Freud ao se referir àquilo que se passava c

Rafael Pavan
26 de jan.


Quando nada mais funciona: por que é aí que a análise começa
Lilás - Kyriak Kostandi (1902) Gosto de pensar que uma pessoa procura terapia quando seu sintoma não é mais capaz de sustentar sua vida sozinho. O que isso quer dizer? Sintoma é toda sorte de compromisso que criamos para lidar com a realidade e com o mundo ao nosso redor. Diante da angústia, algumas pessoas podem criar estratégias diversas. Como o uso de drogas, por exemplo. Outras podem procurar atividade física. Outros podem procurar a negação. Outros podem se perder em pen

Rafael Pavan
21 de jan.


Como Enxergo a Psicanálise
Penso que a psicanálise é algo muito próximo da habilidade humana de contar histórias. Desde que somos humanos, contamos histórias — sobre os outros e, sobretudo, sobre nós mesmos. Seja através da tradição oral ou escrita, na religião ou nas artes, ou mesmo na ciência, são as histórias que nos unem, nos transformam, nos guiam e nos derrubam. A psicanálise é uma ferramenta que nos auxilia, portanto, a contar uma história. A nossa história. Freud já dizia: “Os poetas e filósofo

Rafael Pavan
14 de jan.
Confira meu substack para mais textos
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